quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Cúmplice e o Assassino - Capítulo 5


5 
Meses depois, todos souberam o motivo pelo qual August desmaiara. “Nossa! Com essa proposta até eu desmaiaria. E acho que não ‘voltaria’ mais”, disse uma mulher ruiva para outra, após a reunião do Sr. Ralf declarando o novo dono da empresa: o Sr. August. Todos ficaram surpresos, e alguns até chocados. “Tudo bem que o Sr. August é um homem de talento, correto e extremamente profissional, mas por que dar a ‘coroa’ para ele?”, perguntou um homem, inconformado. E seu colega, com um risinho amostra, respondeu: 
        – Porque ele é um homem de talento, correto e extremamente profissional! 
       August, antes de assinar toda a papelada da “herança”, sabia muito bem que passaria por momentos difíceis, sofreria com a fama, com a inveja, com problemas técnicos e tudo mais que aparecia com o sucesso, mas aceitara mesmo assim, aliás, não é todo dia que recebemos uma oportunidade dessas. E doar-se-ia de corpo e alma para aquela empresa. Sua empresa.
     Era verão e mesmo de noite fazia calor. Um August, diferente daquele de anos atrás, fora um dos últimos funcionários a sair da empresa naquele dia, pois estava tendo algumas reuniões com seus subordinados. 
      O horário de funcionamento da parte administrativa era das dez horas da manhã às sete da noite. Já a outra, que era a área de fabricação dos equipamentos, não parava. Funcionava vinte e quatro horas por dia, divididas em três turnos. 
     August, há alguns dias, estava muito pensativo. Estranho. Sentava-se na sua aconchegante poltrona e ficava ali, martelando algo mentalmente, via-se que não era problema com a empresa, pois ela estava no seu auge, mas era algo que só ele, no momento, entendia. Na sua mesa, tinha uma pequena placa metálica, com os dizeres: “SR. AUGUST KIND, PRESIDENTE”, e ele a fitava. Poderia estar simplesmente olhando para aquele objeto distraidamente, mas não, tinha um motivo. Ali já estivera o nome do falecido Sr. Ralf, seu mentor, que lhe dera o melhor presente de sua vida. 
      O presidente sofria com algo, algo que se mantinha em segredo, era um mistério para todo mundo. “Não é nada. Eu já disse que estou bem”, ele respondia a todos, quando lhe perguntavam sobre seu bem-estar. Mas ele não era convincente. Algo estava errado. 
      Pequenas lembranças do velho Sr. Ralf passavam por sua cabeça, como poeira ao vento. Lembrara-se de uma das conversas que tivera com ele. “Mas Sr. Ralf, não quero que me tenha como um mal-agradecido, mas por que está me dando tudo isso?”, “Não tenho mais família, meu caro, sou filho único, de filhos únicos, lembra-se? Eu não tenho filhos, esposa, eu não tenho mais pais, eu não tenho tios, primos... muito menos netos. E já estou velho, August, tenho que deixar o meu lugar para alguém que confio muito. Você é confiante. Você é ótimo no que faz. Você... eu gosto muito de você e sei que fará dessa empresa uma das melhores do mundo”! 
     August não sabia o que falar. “Obrigado”, disse abobalhado, e aceitando a explicação do velho amigo. 
      – Agora vamos discutir sobre os negócios, sei que sabe de muitas coisas, mas terá que aprender muitas mais. Certo? – perguntou o Sr. Ralf. August concordara, e desde então, não mais perguntou sobre a sua decisão. 
       A preocupação voltara. August, ultimamente, só pensava numa coisa. Herança. Para quem deixar aquele reino? Pois a sua solidão era semelhante a que tivera o antigo dono da Metal Industrial, August teria que fazer o mesmo que fizera o Sr. Ralf. Pois estava velho. Chegando na idade em que seu falecido amigo deixara tudo para ele. 
       – Não me casei e não tive filhos – ele sussurrava, no seu imenso escritório, batendo a ponta do lápis na mesa, incansavelmente, num ritmo só. Sinal de inquietação dele. – O Sr. Ralf era filho único, mas eu não sou. Tenho duas irmãs – os movimentos com o lápis aceleravam-se. E quando fez um “tec”, ele parou, a ponta se quebrara no mesmo instante em que tivera uma grande idéia, que provavelmente, acabaria com esse seu sofrimento. Mas minutos depois, ficara muito mais pensativo. E agora calado. 
      Após sair do escritório, rumou-se ao enorme estacionamento, seu carro estava lá. O motorista o esperava, como de costume, junto ao forte segurança, que estava ao seu lado. 
       – Boa noite. 
       – Boa noite, Sr. August! – responderam. Era sempre assim, dia após dia. 
     O senhor entrou no carro. O segurança acomodou-se ao seu lado, e o motorista fez o motor da máquina roncar. Era um carro importado, com tecnologia de ponta. Quem olhava ficava encantado, mas logo se espantava com o preço. Custava 250 mil dólares. O seu motorista sentia orgulho em dirigi-lo. O carro tinha o seu interior todo em couro, computador, que era ótimo para August, e era super confortável. Os seus exagerados cavalos de potência deixavam qualquer um abobalhado. E sua cor, preta (com alguns detalhes foscos, na cor chumbo) era indiscutivelmente elegante. Um carro digno para um homem como ele, um dos mais conhecidos do mundo. 
       – Cansado senhor? – perguntou Punch, o segurança. 
       Silêncio. 
       – Senhor? – insistiu ele. 
      – Ahm? Oi? Desculpe-me! Eu estava distraído. O que foi que disse? – August, com certeza, não estava bem. Pois ele era sempre atento a tudo. 
        – Nada – falou Punch. – Só perguntei se o senhor estava cansado... mas vejo que sim. 
        O velho balançou a cabeça, com alguns tufos de cabelos brancos que ainda lhe restavam. Logo em seguida, o seu motorista de longas datas e um tanto íntimo, lhe perguntou: 
        – O senhor está bem, mesmo? 
        – Sim. 
        – Certeza? 
        – Sim. 
        – Não quer que o levemos ao seu médico? – perguntou Punch. 
        – Não, obrigado. Já falei que estou bem. Não é nada – ele já não aguentava mais essas perguntas: “Você está bem? Certeza? Já está melhor? O que há de errado?”. Todo mundo tem problemas, pensava ele. Eu posso ter os meus também, não posso? Sou igual a todos, a vida não é uma maravilha! Hmm, estou sendo muito dramático comigo mesmo... vou tentar relaxar... ninguém precisa saber que estou preocupado. 
      Punch olhou para Pedro pelo espelho retrovisor e ergueu as sobrancelhas. O motorista fez o mesmo, e permaneceram calados, com a mesma opinião: algo preocupa August. Isso era obvio. 
     Após alguns minutos, no carro preto refletiam as luzes da entrada da mansão. Era muito grande. Inteirinha branca com detalhes em creme. Tinha jardins e mais jardins, um verde que dava a volta na bela casa. Havia ali, na entrada, uma cabine de segurança. Um homem lá de dentro, logo após confirmar que era Pedro o motorista do carro, apertou um botão que fez com que os enormes portões se abrissem, lentamente. August suspirou alto. Os dois olharam para ele. August os encarou, mas logo cedeu – Estou bem, acreditem. Obrigado pela preocupação, mas não é nada. 
       Punch e Pedro se olharam, de canto de olho, mas não disseram nada. August não tinha a habilidade de mentir, ele não era convincente falando que estava bem, pois cada músculo de seu rosto dizia o contrário. Stress. Cansaço. E não somente, velhice. Quem não o conhecia, naquele dia, falaria que August era um velho rabugento. Chato. 
      Desceram do carro quando ele parou. Enquanto Punch e Pedro conversavam no jardim, August, com passos ligeiros, entrou na mansão. Alguns de seus empregados estavam na sala principal, e lhe cumprimentaram quando ele passou: 
       – Muito boa noite, Sr. August! – E ele, com um sorriso no rosto, os respondeu: 
       – Boa noite! 
        August há muito tempo, recebia essa calorosa recepção de todos os seus subordinados. E ele adorava. 
        Alguém o seguia pela escada que ia até o seu quarto. Era uma senhora gorda, com o uniforme preto e com alguns detalhes brancos – típico. Seus cabelos grisalhos estavam muito bem penteados, formando um coque em cima de sua cabeça, preso por uma redinha preta. Seu nome era Abeline, a empregada preferida de August. Pois já trabalhava com ele há muito tempo. Servia-lhe também como conselheira. Dava bronca quando era necessário e elogiava quando achava que devia. Enfim, a Sra. Abeline era mais que uma empregada. Era uma companheira. Uma amiga. 
      Todos os seus empregados recebiam sua inteira confiança. Todos ficavam ali, praticamente moravam com o dono da casa. Cada um tinha o seu quarto, faxineiros, seguranças, cozinheiros, e etc. August era muito generoso, tinha o coração bom. 
       Ele entrou no quarto, enorme, e colocou sua maleta no canto de sempre. Resmungou alguma coisa.
        – O senhor está bem? – perguntou Abeline. 
        – Ah não, mais uma – respondeu ele, sem emoção. – Estou, estou bem sim. 
        – Não está. 
        – Estou – insistiu ele. 
        Abeline lhe lançou um olhar, como quem desmente alguém ou descobre algo, e falou, com sua voz tranquilizante, mas ao mesmo tempo desafiadora: 
        – Meu caro senhor, a velha aqui, sabe muito bem quando o senhor não está bem! Não tente me enganar! 
        – Tá – respondeu August, como uma criança medrosa. – Eu não estou tão bem assim... – assentiu. Abeline não disse nada. Só escutava. E ele, sem defesa, começou a contar o que o preocupava tanto. 
        – Pois bem, pra você eu vou falar. Ontem eu tive um sonho. Digamos que era ruim, certo? – August sentou-se na cama com lençóis azul-claros e edredom branco, as almofadas pareciam pequenas nuvens, de tão macias. Abeline só o olhava, esperando o resto da história. – Daí, nesse sonho, eu estava muito mais velho, quer dizer, mais velho. Porque se eu tivesse muito mais velho, estaria morto, não é mesmo?         – brincou ele.

      – Não diga isso Sr. August – advertiu Abeline.
     – Tá bom, não precisa falar assim nesse tom de censura... Então, eu, pra falar a verdade, estava quase morrendo, e me veio a imagem do Sr. Ralf e da Metal, logo após surgiram algumas perguntas. Quem tomaria conta de minhas coisas? Das minhas riquezas? Da Metal?! Quem Abeline? 
        – Calma senhor. Vamos analisar os fatos, está bem? Eu pra ser sincera, acho que o senhor deveria ter se preocupado há muito tempo com isso, não acha? – August fez que sim com a cabeça. – Mas ainda é tempo – continuou Abeline. – Que tal fazer um testamento para seus parentes? Ou melhor dizendo, para as suas duas irmãs? São as pessoas mais próximas do senhor – sugeriu Abeline. Sempre no seu tom firme, mas calmo. “Dá-se um jeito para tudo”, ela dizia. 
      August ficou pensativo por alguns instantes, reorganizando as palavras que acabara de ouvir. Abeline é demais! E depois falou, com a voz meio cortada: 
        – Ótima ideia! Muito obrigado! 
        Na verdade isso era óbvio demais. 
        – Por nada – respondeu a senhora sem nenhuma humildade, sempre se sentia inteligente quando ele a elogiava, mas Abeline brincava com isso, era só para descontrair. Ela era humilde sim. 
        Os dois se olharam, dando risadas, mas logo Abeline parou e disse: 
        – Agora, vamos parar de pensar no futuro e viver o presente. Antes de o senhor chegar eu preparei o seu banho. Do jeitinho que gosta. Então, Sr. August, já pro banho. 
        – A senhora tome cuidado comigo! Não me trate como uma criança! – os dois caíram no riso. 
        Abeline foi pra cozinha e o August para o seu amplo e luxuoso banheiro. Estava mais contente, digamos que melhor. Algo parecia estar resolvido, e até dera um pouco de fome nele. O que teria pro jantar? 
        – Ah! – fez Abeline na cozinha. – Que “cabeça dura” a minha. Quase ia me esquecendo! 
Antes que August começasse seu banho ela o chamou para o lado de fora. Essa Abeline! 
        – Diga! 
        – Quase ia me esquecendo senhor. E olha que nós acabamos de falar nela – ela riu. 
        – Falar de quem? – perguntou August envolto em seu roupão e abrindo a porta devagarzinho. – Nós acabamos de falar de quem? – repetiu. 
        – Da sua irmã – Abeline informou. – Bem, não falamos diretamente sobre ela, mas sim de suas duas irmãs. 
        – Ahm, e o que houve com ela? E qual delas? – August franziu o cenho, uma onda de desespero o invadiu. – É algo urgente? Uma emergência? 
        – Ai senhor, me desculpe, é que nenhuma delas escreve para o senhor. É que hoje, eu fui buscar suas correspondências, e dentre os boletos e demais contas, encontrei isto. 
        Ela segurava um envelope, branco e amassado, cheio de selos. “Para Sr. August”, dizia.

O Cúmplice e o Assassino - Capítulo 4

4 
Muito distante de Vila Pequena existia, na Cidade Esperança, a empresa Metal Industrial, que produzia diversos tipos de equipamentos industriais, e era a maior do estado, empregando mais de três mil pessoas. A Metal Industrial era conhecida internacionalmente e tinha muitos clientes pelo mundo inteiro. 
        O lucro da empresa era sempre muito alto. Milhões e milhões eram ganhos anualmente. Revistas e mais revistas falavam do assunto. “A Metal Industrial está em primeiro lugar no ranking das empresas que mais lucram por ano”, “A maior empresa da Cidade Esperança, é a melhor na nossa avaliação de satisfação, estamos falando da Metal Industrial”, “O 1º lugar em relação a preocupação com o bem-estar dos funcionários, na área metalúrgica, foi conquistado pela Metal Industrial, na semana passada”...


        O dono dessa “fábrica de fazer dinheiro”, era um senhor que morava no centro da Cidade Esperança, conhecido como  Sr. August Kind. Era muito inteligente, um profissional invejável. Sabia o que fazia, e detalhadamente correto. Os erros, quando haviam, eram triviais, e logo eram corrigidos por seus auxiliares, ou por ele mesmo. O segredo de tanto sucesso era a ligação, o elo amigável entre os colaboradores, o que tornava o ambiente de trabalho muito mais harmonioso. E assim, a empresa ia conquistando e satisfazendo seus inúmeros clientes. 
        A historia desse homem bem sucedido começou com um sonho. Há muitos anos, apelidado por seus colegas de "Gu", August queria ser conhecido internacionalmente, isso fazia com que seus amigos tirassem sarro de sua cara. 
        – Não queremos te desapontar Gu, mas como é que você vai ser conhecido assim? E ainda mais, internacionalmente. Você não é um astro do rock, não é cantor, não é político e nem empresário. É quase impossível. 
        – Não sei como realizarei o meu sonho – respondia ele. – Mas impossível, eu tenho absoluta certeza de que não é... 
        – Eu disse “quase”, não afirmei que era impossível – rebateu Fabiano, seu melhor amigo na época. – Mas olha aqui Gu, não importa como, se você sonha com isso, vamos em frente! 
        – Como assim, vamos? 
        – Ué, você não pensou que ia fazer isso sozinho, não? Vou ajudar você. 
        Fabiano deixara saudades. Prestes a completar dezoito anos, ele partira para outro lugar. Seu pai havia morrido, e ele foi obrigado a morar com sua mãe em outra cidade. Ir embora e ficar longe de seu melhor amigo, foi muito doloroso para Fabiano, tão doloroso quanto a perda de seu pai. Os dois amigos eram de famílias pobres, não tinham como viajar sempre para se encontrar. Mês ou outro se falavam por telefone, e assim o tempo foi passando, e é claro, modificando as coisas. Fabiano não entrara mais em contato com o amigo. 
        Os dois foram crescendo e há anos August não via e não falava com seu melhor amigo. O jovem ainda não desistira de seus sonhos. Quando ele completou vinte e três anos, já estava num emprego excelente como engenheiro mecânico. Tinha vontade de encontrar Fabiano, para contar-lhe tudo e saber o que seu amigo fazia da vida. 
O destino não fora tão bom para os dois: quinze anos sem se falar. Gu, hoje o Sr. August, conseguira o cargo de diretor da empresa tão falada, a Metal Industrial. Algum tempo depois, de diretor passou a ser presidente. 
Certa vez o Sr. Ralf chamara-o em sua sala. Ralf era objetivo. Decidido. Ele fora explicando: 
        – August, – começou – que vida a sua, não? 
        – Sim – disse ele em resposta. Que vida a minha? O que ele quis dizer? 
        O velho Ralf recomeçou, vendo a sua expressão confusa: 
        – Estou falando de sua vida profissional, meu caro. 
        – Ah, sim. Claro. 
        – Sua vida profissional vai ser diferente da minha – disse ele, misteriosamente. – Vou te explicar. Eu vim de uma família rica. Meu pai era dono dessa fábrica há muito tempo atrás – ele riu. – Muito tempo mesmo, e como eu era filho único, herdei-a. Não vou mentir – ele fez uma pausa breve – tudo para mim foi fácil. Emprego, riqueza, luxo, e tudo mais. Então... 
        Um longo silêncio predominou na sala. O Sr. Ralf sofria com algo que sua mente o fazia lembrar. 
        – Está tudo bem? – perguntou August, realmente preocupado. 
        – Não. Não estou – falou o velho com sinceridade. – Eu estou doente, August. Não estou bem. – E antes que August falasse algo ele continuou. – Eu tenho uma proposta. 
        O coração de August dera um pulo, parecia não caber em seu peito, pulsava rápido. 
      – Você está bem? – agora quem perguntou foi o velho. – Está vermelho. 
        – Ahm – August não sabia o que dizer. Logo deixou a verdade falar por ele. – Bom, é que o senhor vai me fazer uma proposta, e eu não me contive, deve ser boa, imagino. 
        – Sim, é boa – respondeu o Sr. Ralf, balançando sua cabeça. – A proposta é a seguinte: tenho que me afastar da empresa, por motivos de saúde, como eu já havia dito, por isso, tenho que ter alguém para me substituir... 
        – Substituir?! – August interrompeu, ficando cada vez mais vermelho. Será que é o que eu estou pensando? 
        – August, eu tinha que deixar a empresa para alguém de confiança e o escolhi, sei da sua trajetória e sua vida sofrida, e... 
Um baque foi ouvido. August desmaiara , se estatelara no chão. O Sr. Ralf de início riu, mas logo chamou ajuda. Dois enfermeiros chegaram, prontamente. Levaram-no para a Enfermaria da empresa. “Foi só um desmaio”, dizia um deles. 
        Logo quando se recuperou o Sr. Ralf fora avisado, e humildemente ele foi ver August. O velho chegou até a porta e abriu-a. Os enfermeiros e o médico levantaram-se, cumprimentaram-no, e logo responderam: “O Sr. August está na segunda sala à direita, senhor”. 
        – Obrigado. 
        Ainda deitado, August começara a abrir mais os olhos. Perguntava-se onde ele estava, coisa típica de um recém-desmaiado, e logo, como se fosse um flash de luz, lembrou-se do Sr. Ralf. Meu Deus! O Sr. Ralf... eu desmaiei, não acredito, eu desmaiei na frente dele? E, de repente, o velho abriu a porta. Logo perguntou se ele estava bem. “Aham”, conseguiu dizer. August fez um pequeno esforço para se sentar, sua cabeça doía. Terminado os gemidos de August, o Sr. Ralf brincou: 
        – Preciso de você vivo. Tem que ficar bem – e em menos de um segundo, August lembrou-se do que tinha escutado. Lembrou-se da frase que saíra da própria boca do dono da Metal Industrial. 
        – Precisa de mim, não é? – August disse, arrependendo-se extremamente da frase mal pensada. “Estou me sentindo bobo. Acho que é por causa da queda”, pensava, mas não era isso, e ele sabia muito bem. Era por causa da brilhante proposta. Tomaria o lugar do Sr. Ralf. Receberia a Metal Industrial de mãos beijadas. Eu, dono da Metal Industrial? – e tentava imaginar. 
        – Eu gostaria de terminar a nossa conversa – começou o velho – mas não aqui. Assim que se recuperar, August, conversaremos melhor. 
        – Tá – respondeu. – Quer dizer, sim senhor. Conversaremos mais tarde. 
        O Sr. Ralf saíra. Os enfermeiros e o médico estavam curiosíssimos para saber o motivo da visita dele.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Cúmplice e o Assassino - Capítulo 3


3 
Valéria decidiu desabafar. 
       – Eu sei que nosso relacionamento é muito recente, mas é que, não é fácil ficar longe de você. Você viaja muito Rick. Fico em casa pensando em você o tempo todo. 
        – É, mas quando eu penso em te ver, você sempre está ocupada com as coisas da escola. 
        – Vejo que a nossa paixão profissional é maior que a paixão entre a gente... 
        – Não é bem assim, meu bem – disse ele, dócil. 
        – Rick, acho que a nossa hora chegou – falou Valéria, que estava inquietamente triste, mas decidida. – Não quero te atrapalhar e não quero ser atrapalhada, profissionalmente falando, entende? – Ele assentiu. – E outra: você tem que fazer aquela viagem para Lisboa, não posso interferir... 
        Após algumas horas de conversa, os dois tomaram uma difícil decisão: separar-se. 
        Valéria, naqueles tempos, achava que Ricardo era o amor da vida dela. Ela o amava e ele também a amava, mas a vida profissional atrapalhava muito. Ela ficava pensando nisso todas as noites. Quando ia dormir, sonhava com seu futuro casamento, e com sua possível gravidez. Ela queria ter um filho com ele. Ela estava decidida, mas achou melhor separar-se antes que isso acontecesse. Rick viajava muito, e ela não queria que seu filho crescesse com a ausência do pai. 
        Ricardo fora para Lisboa, a negócios. Tudo é “negócios”. Tudo é dinheiro – pensava Valéria. E até hoje, ele não voltara. Mandara notícias uma única vez. – Ele me esqueceu – dizia Valéria para si mesma, mas logo se conformava, pois fora ela quem terminara. Foi ela quem não quis arriscar o verdadeiro amor. Agora, de noite em sua cama, ele é o único homem, que de vez em quando, a visita em seus sonhos. A paixão ainda não se apagara, mas ia morrendo conforme o tempo passava. Para Valéria, a separação fora muito difícil no começo, mas estava certa de que tudo iria melhorar. E, como sempre, sua vida tomaria o rumo correto... E assim foi. 
        Antes de dormir, a frase da pequena criança ecoava em sua mente: “Ah, professora, um filhinho. Um amiguinho pra gente brincar. Faz um”, aquilo estava a deixando louca. Não sabia o motivo. Uma vontade a consumia. Um filho? 
        Valéria contemplou mais um pouco a janela escura, que de repente ficara muito clara. Seus olhos doíam. Nossa! Já amanheceu? Ela nem ao menos sabia se tinha dormido. Ainda estava cansada. 
Levantou-se e foi escovar os dentes. Passou a mão sobre o rosto, e na extremidade de cada olho encontrara a resposta se havia dormido ou não. Seus olhos estavam com um pouco de remela, o que raramente acontecia. Ela ficou se olhando no espelho do banheiro por um bom tempo. Encarando-a. Sua mente estava dispersa, tanto que só foi ouvir seu telefone tocar na segunda chamada. Quase num pulo ela saiu do banheiro. Atendeu. 
        – Alô? 
        A outra pessoa respondeu com um “tudo bem?”. O coração dela congelou. Conhecia perfeitamente aquela voz. Linda, perfeita. O silêncio continuou no ambiente. Valéria sentou-se violentamente no seu sofá vermelho. E depois de a pessoa perguntar novamente se ela estava bem, quase num sussurro ela respondeu com uma pergunta. 
        – É você? – esperava há muito tempo por essa ligação. O sangue dela percorria seu corpo de forma assustadora. – Rick, é você? 
        – Sim, meu bem. Como está?

O Cúmplice e o Assassino - Capítulo 2


2 
Há mais ou menos um ano, Valéria caminhava pela praça central da cidade, com um vestido longo e florido que combinava com a paisagem primaveril. Sempre dava esses passeios para relaxar, e a praça oferecia um ambiente calmo e relaxante. Aquele lugar era incrível. A pessoa poderia ter qualquer tipo de problema, mas ali, parecia que eles se evaporavam. 
        Naquele dia, a pista de caminhada estava lotada. Do outro lado, ciclistas suados passavam, alguns arriscando pequenas manobras, executadas com perfeição. 
        Valéria agora olhava um garoto de skate, pequenino ainda, recebendo algumas dicas de um adolescente, que aparentemente era seu irmão. Ela fechava os olhos quando o menino caía, mas ele ria como se não tivesse acontecido nada. O rapaz o levantou e perguntou se estava tudo bem, e a criança sem responder, subiu no skate e já ficou preparado para mais algumas dicas, e para a próxima queda. 
        Ela ficara ali contemplando a paisagem mais um pouco. O vento surrava seus cabelos, que brilhavam com a luz do Sol. 
        Valéria levantou-se de seu banco favorito e se virou para a direção aonde caminharia quando, de repente, chocou-se com alguém. Seu corpo pendeu para trás, mas a pessoa agarrou sua cintura gentilmente e a ajeitou na posição correta. Quando ela viu a pessoa, acabou soltando uma exclamação, admirada: tratava-se de um homem alto, forte e bem vestido, quase um galã de televisão. 
        – Você está bem? – perguntou ele. Recuperando-se, ela respondeu um “aham”, desajeitada. – Me desculpe – falou o homem, agora suavemente. Uma gota de suor deslizava por sua testa. – Eu estava andando e... minha cabeça estava em outro lugar... eu sinto muito. 
        – Não... imagina, fui eu quem... – ela fez uma pausa e deu um suspiro – É minha culpa, fui eu que me levantei de repente. E... me desculpe. 
        Valéria nunca tivera tanta dificuldade para falar com alguém. "O que está acontecendo comigo?" 
        O homem elegante olhou-a e, apressadamente, disse: 
        – Tudo bem, então... hmm... tenha um bom dia, senhorita. – E virando-se vagarosamente, voltou ao caminho que estava fazendo. 
        – Ei! 
        O homem, ainda à vista, virou-se para a direção dela um tanto surpreso. Mas não tão surpreso quanto a própria Valéria – O que você fez? – sussurrou para ela mesma, não acreditando no que tinha feito. 
        – Sim? – ele chegara perto. 
        – É – falou ela de início, se atrapalhando com as palavras. E fazendo um pouquinho de esforço, conseguiu dizer algo. – Então, qual o seu nome? 
        – Meu nome? Me chamo Rick... quero dizer, Ricardo Talles. 
        – Ah, então Ricardo... tá calor, né? 
        Valeria queria cometer um suicídio quando disse isso. Disse sem pensar, involuntariamente. "Qual é o meu problema?" se perguntava. 
        – Está muito calor mesmo. E o seu nome, qual é? 
        – Ah, meu nome, me desculpe, esqueci de me apresentar. Chamo-me Valéria – ele estendeu a mão direita para ela, que olhou por alguns segundos, e quando a realidade tocou-a, pois um ciclista havia gritado, dando-lhe um pequeno susto, ela apertou, toda atrapalhada. – Prazer. 
        – Prazer – disse ele em resposta. 
        Ela soltou a mão dele e deu uns risinhos. Ele também fez igual. Logo depois da cena boba Valéria olhara direito para ele. Terno? Maleta? O que um homem tão elegante está fazendo aqui na praça? E nesse calor? 
        E como se Ricardo tivesse lido seus pensamentos, pôs-se a dizer: 
        – Então, é, eu estava no escritório, ahm, tive uma reunião e... – ele parou, Valéria o fitava. Mas não percebia que estava quase hipnotizada. – Me desculpe pela pergunta, mas, por que você me chamou? 
        O coração dela disparou. “Estou me perguntando a mesma coisa também. Por que eu te chamei?” 
        – Bom – disse. – É que eu não costumo “trombar” com as pessoas no meio da rua, e então eu queria pedir desculpas novamente. E... 
        – E? 
        – Ai, me desculpe. 
        – Não foi nada – disse Ricardo, calmamente. – Você parece confusa. Tá tudo bem? 
        – Você parece confuso também – disse Valéria. "Cale a boca sua louca!", advertia-se. – Bem, é, continue... o que dizia sobre a sua reunião...? 
        – Pois bem – começou ele. – Eu tive uma reunião agora a pouco, e as coisas não saíram tão bem – Ele pigarreou, mas logo se pôs a explicar. – E para esfriar um pouco a cabeça, decidi vir aqui. É um ótimo lugar, não acha? 
        Valéria o contemplava. Ele era muito bonito, pensava. Terno cinza, óculos de armação preta, tinha acabado de fazer a barba e tinha uma voz bonita.  “E os olhos? Que olhos verdes lindos!” 
        – Ah é, sim, é um ótimo lugar – ela respondeu e depois parou. – Lindo! – completou. 
        – Lindo? – ele perguntou, fazendo-a ruborizar. 
        – Hmm, sim, é isso, lindo! É um lugar lindo. Lindo mesmo. 
        E inesperadamente, Ricardo brincou: 
        – Ah, pensei que estivesse se referindo a mim... 
        – Não – respondeu Valéria. – Quer dizer, sim. É... eu... – atrapalhou-se novamente. 
        Ricardo não aguentou e deu risada. E ela, sem saber o que fazer para corrigir, o imitou. Estava nervosa, não conseguia relaxar muito bem. Os risos cessaram, e o clima anterior voltou. Valéria respirou fundo, e decidiu explicar. 
        – Quando eu falei lindo, eu me referi ao lugar. Eu estava falando sobre a praça, entende? 
        – Foi só uma brincadeira – disse ele com um risinho. – Me desculpe. 
        – Ah, tá legal – ela disse, mas seu pensamento foi longe demais. “Você é lindo tanto quanto este lugar”. Houve um pequeno silêncio. Parecia uma cena de filme romântico, mas o inesperado aconteceu: uma bola colorida, semelhante à de praia, só que menor, atingiu a sua cabeça, obrigando-a a fazer um movimento engraçado. Sua cabeça foi um pouco para frente e, nada educadamente, Ricardo gargalhou. 
        Ouviu-se um “desculpa moça” vir de lá de trás. A bola ainda quicava na grama. Ela olhou para o pequeno garoto que a acertara e disse que não tinha acontecido nada. Algumas pessoas também riam daquele lado. Ela virou-se para o seu mais novo conhecido e advertiu-o com o olhar. Ele parou segundos depois. 
        – Me desculpe, é que... você está bem? 
        – Estou. Não foi nada. 
        Ricardo, segurando-se para não rir mais, convidou-a para ir a algum lugar. 
        – O quê? – perguntou ela, abobalhada. Por um momento pensou em rir também da cena, mas se conteve. – Sair? É, pra onde? 
        – Sei lá, poderemos tomar um sorvete. O que acha? 
        Valéria concordou, pois fazia muito calor e adorava tomar sorvete. Mas concordou não somente por isso, e sim para conhecer melhor o “Rick”. Homem agradável. Educado e alegre. Charmoso e bonito – ela não parava de pensar. 
        Aparentemente Ricardo era uma boa pessoa e conversava muito bem, pois como era gerente, tinha essa facilidade para falar com as pessoas. Sua companhia era agradável. Ele era o tipo de pessoa fácil de lidar. E encantador... 
        O namoro durou alguns meses, sob o status: firme... Mas o tempo sempre muda as coisas...

O Cúmplice e o Assassino - Primeira Parte - Capítulo 1

O CÚMPLICE
E O ASSASSINO
J. Igor
PRIMEIRA PARTE

1
As crianças corriam para todos os lados, brincando de se esconder. Subiam nas calçadas, tentavam inutilmente ocultar-se atrás de postes, agachavam-se perto de contêineres, subiam em pequenas árvores e alguns até entravam em casa. Uma delas estava correndo tão rápido que levou um tombo, e caiu não só no chão, como no choro também.
        Não demorou e apareceu uma mulher que o apanhou do chão, ainda aos berros. As outras crianças estavam em volta para ver se o amiguinho havia se machucado. Uma garotinha com cabelos loiros cheios de pequenos cachos se aproximou e passou a mãozinha no braço dele, dizendo:
        – Não chora Zequinha.
        Da sua janela, Valéria apreciava aquela cena, pois amava crianças. Saiu de casa e foi em direção ao menino machucado, cumprimentou a mãe dele e abraçou as outras crianças, que riam sem censura.
        – Olá – disse ao garotinho machucado, que agora soluçava e passava as mãos no rosto molhado pelas lágrimas.
        Ele deu um pequeno gemido em resposta.
        – Ah, não vai dar um beijinho na tia Val? – perguntou. Porém, o menino só coçou o olho, desajeitado.
        – E então, querido? – perguntou a mãe dele.
        Zequinha balançou a cabeça positivamente e esticou os braços para Valéria, que o pegou no colo. Ela deu um beijo em suas bochechas e ele sorriu finalmente, esquecendo-se da dor causada pela queda.
        A mãe do menino sorriu para os dois e ficou admirada com o carinho que Valéria tinha pelas crianças. Sabia lidar com elas muito bem, embora não tivesse uma.
        Valéria era uma mulher decidida e muito dedicada. Tinha trinta e cinco anos e nunca havia se casado, pois seus poucos romances não duravam muito. Ela não gostava de homens machistas e autoritários mas, talvez por azar, só conheceu homens assim.
        Ela morava sozinha numa casa bonita, porém, bem simples. Quase todo mundo em Vila Pequena a conhecia e gostava muito dela, pois era uma pessoa muito gentil. Sempre ajudava aos próximos, era ótima companhia para conversas e boa conselheira.
        Os bracinhos de Zequinha passavam pela parte de trás do pescoço de Valéria, fazendo com que os seus cabelos castanhos ficassem bagunçados.
        – Ele vai ficar bem, professora Val? – perguntou um menino de cabelos pretos e lisos, e definitivamente um tanto bochechudo.
        – Sim, Guiu, mas é claro!
        – Tia Val, você gosta tanto da gente... Por que você não tem um filhinho?
        – Ahm? Como assim? – perguntou ela, mesmo que entendendo a pergunta.
        – Ah, professora, um filhinho. Um amiguinho pra gente brincar. Faz um...
        Valéria riu. Adorava a inocência das crianças.
        – Tchau, meus pequenos! – disse ela, despedindo-se. Valéria foi pra casa com uma emoção diferente. Seu coração pulsava mais rápido, ela sentia isso. Mas por quê?

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Já Li Metade! INFERNO - Dan Brown

Olá pessoal!

Bom, já li mais que a metade, mas atrasei a postagem!
Passei este Livro na frente de uma pilha mortal, e estou achando bem legal!
Aliás, sou fã de Dan, então, seria suspeito mesmo eu dizer que tá sendo legal.

Bom, mas deixa a opinião para a Resenha, não é mesmo?

Abaixo, alguns trechos desta Obra!



"Poeta voltarei... à frente do meu batismo.

As palavras de Dante não paravam de ecoar na mente de Langdon enquanto ele e Sienna atravessaram, rumo ao norte, a estreita passagem conhecida como Via dello Studio. Seu destino estava logo à frente e a cada passo Langdon ficava mais seguro não apenas de que estavam no caminho certo, mas também de que tinham deixado seus perseguidores para trás.

Os portões estão abertos para você, mas não demore. [...] De repente, a caverna que os cercava sumiu e eles desembocaram em um amplo espaço. A Piazza del Duomo. [...]

Juntos, os dois se viraram e empurraram a porta na direção oposta, rapidamente fechando o gigantesco portão com um baque. [...]

Do lado de fora do batistério de San Giovanni, o homem de óculos Paris Plume e gravata paisley percorria a multidão, ignorando os olhares nervosos de quem reparava em suas sanguinolentas erupções.

Ele acabara de chegar às portas de bronze pelas quais Robert Langdon e sua companheira loura haviam astutamente sumido. Mesmo do lado de fora, pôde ouvir o pesado baque do portão sendo travado por dentro.

Impossível entrar por aqui.

Aos poucos, o clima na piazza voltava ao normal. Os turistas que antes olhavam para cima com expectativa já começavam a perder o interesse. Não há suicida nenhum. Todos voltaram a seus afazeres.

O homem tornou a sentir a coceira; a irritação estava piorando. Agora as pontas de seus dedos também estavam inchadas e rachadas. Ele enfiou as mãos nos bolsos para não se coçar. Seu peito ainda latejava quando ele se pôs a contornar o octógono em busca de outra entrada.

Mal havia dobrado a esquina quando sentiu uma pontada de dor no pomo de adão e percebeu que estava se coçando outra vez".

Abraços, e é hora de ler Livros!!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Promoção # 2 - O silêncio dos inocentes - Thomas Herris

Olá pessoas fanáticas por Livros!

Como pedido de desculpas pelo meu sumiço aqui no Blog, vou sortear alguém com o Livro: "O silêncio dos inocentes" do autor Thomas Harris - BestBolso.

Regulamento:

É simples!

- Curta a Página do Blog;
- Comente o porquê deseja ganhar este Livro;
- E por favor, coloque seu e-mail para que eu possa contatar, caso ganhe!

O melhor comentário, na minha opinião, ganha!

- Farei o sorteio quando os comentários chegarem a 10! Ou, se demorar muito, farei antes... Afinal, somente uma pessoa ganhará, e é tudo que preciso, uma pessoa para presentear... Hahaha!

Espero que participem, pois é muito simples, fácil e rápido!

Obrigado!!!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

[Mais] Novos Livros!

Ai ai ai Pessoal!
Pensa num consumismo que me consome!!!

Adoro muito comprar Livros, e é uma pena não poder lê-los toda hora que quero!
Estou só acumulando e não lendo... Isso tá acabando comigo, pois sempre os vejo nas prateleiras gritando por mim e eu sem dar atenção!

Quem vive momentos angustiantes assim, por favor, compartilhem comigo deste sofrimento!

Bom, quero apresentar a vocês os meus novos Livros!


 (Cara de bosque... desconsiderem... acreditem, eu me esforço para sair bem, mas não consigo, kkk)



Comprei na Pré-venda. Estava ansioso demais pela chegada de Inferno, pois sou fã de Dan Brown. Ele sempre nos surpreende com suas inteligentes tramas, e nos faz cansar junto aos personagens! Haja Fôlego!


"O último Dragão - E o começo da maldição" é o primeiro Livro do meu recém-conhecido-amigo-escritor Glauber Minghetti. Conheci ele no Skoob, e logo me interessei por seu trabalho. Pois adoro novos escritores brasileiros, afinal, tenho o sonho de ser escritor um dia desses [Hehehe]...
Para quem se interessar, aqui segue o link http://www.skoob.com.br/livro/309630!


Oh my God! Odeio "história", mas para começar nesse mundo, vamos de Hitler, não é mesmo?
Não faço a mínima ideia de quando vou começar a ler, mas, ficará na estante me esperando [rsrsrs, insensível, né?].


E por último: Fios de Prata - Reconstruindo Sandman, do autor brasileiro: Raphael Draccon.
Comprei este Livro por causa da indicação do meu amigo-leitor-carismático Junno Sena.
Não deixe de ver a estreia de "Me Indicaram" aqui!


Bom, é isso amigos!
Espero que tenham gostado de minhas novas aquisições [rsrs].
Abraço a todos!!!